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Trabalho Científico da Santa Casa de Paranavaí é destaque em Congresso Nacional:

Segundo Márcia dos Santos, um outro trabalho, inscrito pela Organização de Procura de Órgãos (OPO-Maringá), via Universidade Estadual de Maringá (UEM), também selecionado, conta com a participação de profissionais da Santa Casa.


 


No caso, ela e a assistente social Andreza Mara Campos de Melo, que participam do Grupo Formador em Comunicação de Más Notícias e Entrevista Familiar da OPO-Maringá. E este trabalho inscrito e apresentado, que trata da ação da Organização de Procura de Órgãos (OPO), que é responsável, entre outras atividades, pela educação permanente da estrutura de transplantes.



As profissionais da Santa Casa local participam deste grupo e ajudam profissionais que estão entrando agora na atividade e de hospitais cuja taxa de aceite de doação de órgão não é tão expressiva como de Paranavaí, para dar a capacitação e mostrar o trabalho realizado no hospital local.



TRABALHOS DA SANTA CASA
O trabalho científico apresentado pela enfermeira Márcia dos Santos no Congresso é o resultado de um estudo entre os profissionais que atuam na CIHDOTT para analisar suas percepções sobre suas atividades. Foram realizadas dez entrevistas com profissionais, que foram convidados a discorrer sobre seu trabalho na Comissão. Os dados coletados foram submetidos a análise de conteúdo temática.



Segundo ela, a análise apontou três categorias. A primeira relacionada às atividades freqüentes da CIHDOTT, tanto aquelas voltadas a entrevistas familiares de fato, para doação, quanto a participação em treinamentos internos e externos ao hospital, paras qualificar o trabalho dos profissionais e também divulgar o tema na comunidade. com freqüência. “Mesmo quando não há atividade de abordagem e captação, os profissionais estão presentes em treinamentos para manter atualizado os protocolos e rotinas instituídas e o respeito a legislação e atuar na educação permanente tanto dirigido à profissionais, como à população, que ainda não tem domínio do assunto e acredita em mitos. Temos que levar conhecimento à população para conscientizá-la”, explica a coordenadora.



A segunda categoria refere-se aos desafios do trabalho em uma CIHDOTT. “Num país como o Brasil, onde temos toda sorte de dificuldades na saúde, o setor de transplantes também tem que enfrentá-los. Os transplantes só caminham em frente pelo esforço dos profissionais, que realizam um trabalho grandioso para superar os desafios”, diz Santos.



E a terceira categoria foi dos “Fatores Motivacionais do Trabalho na CIHDOTT”. Nesta fase do estudo evidenciou-se o trabalho em equipe e a humanização da atividade, tanto dos profissionais como da família doadora”.



Importante salientar que sempre que ocorre um transplante em média uma equipe de 100 pessoas é envolvida, desde os profissionais que atuam na Central de Transplantes, na abordagem da família, captação e transporte dos órgãos (que na maioria das vezes envolve deslocamento aéreo e terrestre, eventualmente usando batedores da Polícia Militar para abrir caminho no trânsito), e o procedimento de transplante no receptor.



O trabalho sobre a percepção dos trabalhadores na Comissão foi realizado pela coordenadora Márcia e ainda pelos seguintes profissionais: Aline Barbieri, Andreza de Melo, Tainara Oliveira Farias Batista e Verusca Soares de Souza e contou com o apoio de professores e acadêmicos do Curso de Enfermagem da Unespar – Campus de Paranavaí.



DESTAQUE
O trabalho que recebeu destaque entre os apresentados em forma de poster foi “Instrumento de Acolhimento Familiar: Uma aposta de sucesso”. Este foi um projeto implantado pela CIHDOTT da Santa Casa com sucesso e aproximou a equipe da realidade familiar de pacientes críticos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. O resultado é que a taxa de recursa familiar caiu de 26% para 10%.



E o terceiro trabalho da Santa Casa, foi uma análise de sobrevida de pacientes transplantados em diferentes tipos de órgãos. Este trabalho analisou 1.464 pacientes transplantados (coração, fígado, córnea, pâncreas e rins) entre 2015 e 2017. O estudo revela que o órgão que teve maior percentagem de óbitos em menor espaço de tempo foi o coração. “Com isso, políticas públicas precisam ser reformuladas para prevenir o aparecimento de doenças cardíacas e conseqüentemente diminuir o índice de transplante deste órgão”, diz o trabalho apresentado.



Fonte: Jornal O Regional
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