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Itaguajé revive a cultura algodoeira:

 


Um grupo de pequenos agricultores familiares de Itaguajé mais especificamente surgindo nos Assentamentos Salete e Strosak conseguem ver motivo para comemorar bons resultados da parceria com o Técnico Agrícola, Carlos Eduardo e seu parceiro Kauê Concensa que usando da expressão em batizar um Projeto de Ouro Branco com a retomada do plantio do Algodão na região e a vitória surge na primeira colheita da pluma do algodão de forma mecanizada, plantado em janeiro deste ano e colhendo agora no mês de junho.



A expressão que batiza o projeto faz todo o sentido, já que o município tem tradição na cotonicultura, mas, devido ao ataque das pragas do bicudo-do-algodoeiro, a atividade entrou em declínio na década dos anos 90, como conseqüência, milhares de agricultores se viram obrigados a migrar para os grandes centros urbanos. “Não tem segredo e não tem milagre é a tecnologia voltada para o setor auxiliada por assessoria técnica junto à Cooperativas, além de empresas financeiras e fornecedoras de insumos. Fruto de um trabalho da iniciativa privada, o Projeto foi mplantado há 8 mêses, é considerado modelo para garantir a atividade familiar e a convivência do homem no campo.



Itaguajé já recebeu as visitas de várias delegações de vários estados interessadas em conhecer o sistema. Despertou também a atenção de grande produtores que estimularam o Dia de Campo, realizado em Maio deste ano, despertando a vontade em outros agricultores que estão aos poucos aderindo a volta desta cultura que alavancou Itaguajé com o plantio de grandes áreas e sediando empresas de grande porte no município, o que gerava renda e emprego.



A retomada do algodão em Itaguajé ganha como aliada a iniciativa de organização dos produtores em sistema cooperativista, o que reduz custos de produção e facilita o escoamento da colheita. Os insumos são adquiridos no sistema de compra coletiva, a safra será beneficiada em uma usina a ser instalada brevemente na região.


 


Carlos Eduardo e Kauê Concensa estes e outros cotonicultores estão alinhando os objetivos do programa de melhoramento para um tipo de planta, mais versátil, de conformação lateral mais compacta, com resistência múltipla a doenças e de alta qualidade tecnológica de fibra.



As ‘’maçãs’’ são maiores e a aderência do algodão na ‘’casca’’ é menor, o que facilita a retirada da pluma do algodão da cápsula, fazendo das cultivares excelentes materiais para colheita mecanizada, explica Carlos Eduardo, que já iniciou a colheita da primeira leva de algodão, plantado em janeiro de 2019, num dos terrenos no Assentamento Salete de Itaguajé. A arquitetura de planta, especialmente da Cultivar (DP-1536) de conformação mais compacta, com inserção do primeiro ramo frutífero mais alta, conferem-lhe características muito favoráveis à colheita mecanizada.



Assim, pela primeira vez o município de Itaguajé está promovendo a colheita mecanizada da pluma de algodão, com gente especializada vinda de Goiás e do Estado de São Paulo, que garantiram a reportagem não encontrarem nenhum foco do Bicudo, um drama de décadas passadas, agora sob controle.



Muito elogiada a forma do plantio, os técnicos tanto no plantio como na colheita algodoeira, registraram o cuidado especial que a roça ganhou, sob o controle das pragas exemplificando que numa roça que tem a presença do bicudo até a colheita é prejudicial, pois não havendo o controle aumenta o índice populacional do bicudo conseqüentemente aumentará também o custo com inseticidas, etc. São mais de [email protected]/ por alqueire com um gasto bem inferior, visto não utilizar muita mão de obra para a colheita. Estamos muito otimistas para próxima safra que se iniciará em meados de novembro, com área a ser plantada de 60 a 100 alqueires.



Carlos Eduardo,que é técnico agrícola e cotonicultor onde já atuou, nos Estados de Mato Grosso e Bahia, sendo atualmente dois estados grandes produtoras no mercado. “No Paraná temos alguma dificuldade, principalmente no suporte técnico e mecanização, mas que podem ser ajustado, com muita coisa a ser melhorada”, diz Carlos Eduardo. Destaca também o controle do “bicudo” que no Paraná, como as roças ainda são pequenas, é fácil para controlar, com resistência menor do que no passado. Porque hoje há monitoramento para evitar que o problema surja, sendo combatido antes de aparecer.



No Assentamento Salete, a vasta plantação de algodão, com um trabalho eficiente e gratificante pelo inicio da colheita mecanizada de algodão, não se encontrou foco do bicudo. Itaguajé que já foi pólo de algodão, atualmente retorna agora com esta nova mentalidade. Para a próxima safra que vem os sócios Carlos Eduardo e Kauê, tem expectativa de ver no município de 500 a 700 alqueires com a adesão de novos produtores, que estão sendo incentivados pelo resultado desta primeira safra 2019, terão também várias empresas fornecedoras de insumos, empresas de crédito e cooperativas na parceria e a para os próximos anos, a matéria prima “Pluma do Algodão” estará sendo comprada dentro do município trazendo maior rentabilidade, gerando recursos dentro do próprio município.



Fonte: Jornal O Regional
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