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Prejuízo aos produtores de Soja deve girar em torno dos R$ 3 bilhões:

A safra 2018/19 de soja do Paraná deve ter uma quebra de até 14% em seu potencial produtivo, chegando a 16,8 milhões de toneladas. A revisão de estimativa de produção foi divulgada em 24 de janeiro, pelo Departamento de Economia Rural (DERAL) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB). No início do ciclo, a perspectiva era de que a produção ficasse entre 19,1 milhões a 19,6 milhões de toneladas. Levando-se em conta os preços de mercado, o prejuízo aos produtores deve girar em torno dos R$ 3 bilhões.



Se atingida, a projeção inicial representaria um recorde à safra de soja do Paraná. Com a quebra, no entanto, a produção se tornou a pior dos últimos três anos. O Estado vinha de sete ciclos consecutivos sem quebra de safra. Para a coordenadora agrícola do Departamento Técnico Econômico (Detec) do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ana Paula Kowalski, os dados de produção por hectare indicam que os produtores vão ter dificuldades para cobrir os custos de produção.



O mau desempenho está diretamente relacionado às condições climatológicas desfavoráveis. As lavouras, principalmente as plantadas precocemente, foram prejudicadas pelas altas temperaturas e pela estiagem, a partir da segunda quinzena de dezembro. Esses fatores afetaram diretamente o desenvolvimento dos grãos.



Regiões afetadas


Segundo o Deral, as regiões mais afetadas foram Oeste, Sudoeste e Noroeste do Paraná. Em Toledo (Oeste), a estimativa de safra sofreu redução de 39%. Em Umuarama (Noroeste), a quebra esperada é de 25%. Outros municípios que devem ter perdas significativas são Campo Mourão (Noroeste), com redução de 23%, Francisco Beltrão (Sudoeste), com retração de 22%, Paranavaí (Noroeste), com 22% e Cascavel (Oeste) com 14%. Por causa da estiagem, muitos produtores anteciparam a colheita de, segundo o Deral, 15% da área plantada (o equivalente a 5,4 milhões de hectares).



Provavelmente, produtores que fizeram financiamentos para investimentos nas propriedades nos últimos anos terão maior dificuldade em honrar seus compromissos devido aos resultados ruins nas lavouras. “O custeio ainda há formas de reverter, como por meio do seguro rural e do Proagro. Mas o investimento é mais complicado. Isso tem um efeito imediato, pois afeta diretamente a capacidade de investimento dele para a safrinha de milho”, prevê Ana Paula.



Atuação
A FAEP vinha acompanhando o desenvolvimento da safra e se antecipou ao problema. Em 22 de janeiro – dois dias antes do anúncio oficial da quebra –, o presidente da Federação, Ágide Meneguette, enviou um ofício ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), solicitando a articulação do órgão federal junto a instituições financeiras, para prorrogar o pagamento de financiamentos agrícolas feitos pelos produtores. A possibilidade está prevista no Manual do Crédito Rural – MCR 2-69.



“Queremos evitar que os produtores fiquem inadimplentes e impedidos de operar no sistema de crédito, o que desencadearia danos aos demais cultivos da safra em curso”, afirmou Meneguette. O pedido foi reiterado pessoalmente à ministra Tereza Cristina, durante o lançamento oficial da colheita nacional da safra de soja, em evento realizado em Apucarana, Norte do Estado.



Prejuízo
O presidente da comissão técnica de cereais, fibras e oleaginosas da FAEP e presidente do Sindicado Rural de Toledo, Nelson Paludo, apontou que técnicos do município estimaram que a perda de safra chega a 40%. Por causa da quebra, os produtores terão que renegociar as dívidas, que começam a vencer a partir de abril. “Temos problemas em relação aos investimentos. O produtor vai ter que trabalhar junto aos bancos, tentar fazer o alongamento ou arrumar outro recurso para pagar”, disse.



A safrinha pode cair como um alento aos agricultores do município. Com as previsões de chuva na fase desenvolvimento da lavoura, a expectativa é de que o rendimento deste ciclo ajude os produtores a equilibrar as finanças e minimizar as perdas gerais. “Já tem muita cultura plantada, em estágio de crescimento. Outros estão plantando agora. O plantio está sendo feito dentro de uma janela ideal e acreditamos que teremos boa produção e produtividade”, apontou.



Em São Jorge D’Oeste, no Sudoeste do Paraná, as perdas entre os sojicultores que fizeram o plantio precocemente devem variar entre 30% a 50%. O presidente do Sindicato Rural do município, Airton Antonio Cucchi, disse que alguns produtores procuraram a entidade, apontando que terão dificuldades em pagar o financiamento.



“Muitos ligaram para tirar dúvidas, perguntando se dava para pegar o Proagro [Programa de Garantia da Atividade Agropecuária], mas não dá. Só teriam direito se a perda fosse total”, disse. “Eu mesmo, plantei precoce em 30 hectares.


 


Nessa área, tive quebra de 30%. Quem plantou depois ainda não sabe se vai ter perdas, porque a lavoura ainda está na fase de enchimento de grãos”, acrescentou.



“Queremos evitar que os produtores fiquem inadimplentes e impedidos de operar no sistema de crédito, o que desencadearia danos aos demais cultivos da safra em curso”, Ágide Meneguette, presidente da FAEP. Fonte: “Departamento de Comunicação do Sistema FAEP/SENAR-PR”.



Fonte: Jornal O Regional
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