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Estórias e Histórias que se aprende num ‘‘happy hour” em Iguaraçu:

Tardezinha, com a noite se aproximando, entre tantos outros estabelecimento para um “Happy Hour”, destaque para a Lanchonete Chega Mais, na Avenida Brasil, do jovem Nivaldo em Iguaraçu, há vinte anos no balcão com toda simpatia é um local e momento agradável  para relax,  informação e aprendizado, quando se encontram muitas pessoas como o pioneiro Cassiano da Silva, que narra um pouco da sua vivencia em Iguaraçu.


 


Cassiano da Silva, casado com Maria Sérgio, 3 filhos e 4 netos; nascido em Tambaú, no Estado de São Paulo, chegou em Iguaraçu, no dia primeiro de março de 1951, com 2 meses de idade, tendo sido criado por seu avô que veio atrás do “Ouro-Preto” café, trabalhar na fazenda do também pioneiro conhecido pela alcunha de Paraná. Sempre trabalhou em fazendas e até hoje é administrador, e também tem propriedade rural onde planta soja e milho. Lembra que o avô derrubava verdadeiras matas com madeiras nobres como peroba, gurucaia, canafístula, e outras, movimentando as serrarias que não paravam nunca. Com orgulho diz que o município já chegou a ter 25 mil habitantes e sob sua jurisdição os povoados que viraram Distritos ou Municípios como: Valência, Suiça, Iguaraçu, Ângulo, Flórida, todos com a cultura cafeeira forte e na cidade de Iguaraçu havia além de 3 máquinas para beneficiamento de café, muitas fazendas tinham suas próprias colheitas beneficiadas na sede e o café limpo, sem casca era enviado direto para o Porto de Santos.



Com saudade Cassiano lembra da forma de trabalho que consistia assim: Os colonos, que eram contratados pelos fazendeiros e tocavam com suas famílias sendo por 1.000 pés de café, com pagamento na colheita e liberando o espaço de pés de café, para o plantio de roça de subsistência e uma pequena palhada para o plantio de milho, para tratar pequenos animais. Outro tipo de acerto era na forma de porcentagem, com o porcenteiro ou meeiro, a família recebendo 40 por cento da produção, com o direito de plantar outras culturas de sobrevivência. Tanto para colonos como para meeiros, o documento era uma caderneta e havia muita confiança entre patrão e empregado.



Extrovertido Cassiano lembra estórias como o rodão de água da Fazenda de João Fernandes foi o primeiro gerador de energia, somente mais tarde criou-se uma associação que construiu uma pequena usina hidroelétrica na fazenda de São Sebastião (terreno cedido pela família Martins Silva), cada desbravador como as famílias Emboava, Nagli, Fonseca, Mendes, etc. Cada qual deixou sua contribuição para o povoado, por que acreditavam realmente no progresso tanto que o primeiro nome deste povoado foi dado como “Vida Nova” , devido ao fato de que para muitos significava o início de uma nova vida, mas também houveram alguns pessimistas que a chamavam de terra do “Deus me livre”, isto não vem ao caso hoje somos uma Iguaraçu feliz. Quase defronte a Lanchonete Chega Mais, tanto Cassiano como o jovem Nivaldo falam do cinema, Cine Glória, que posteriormente veio a chamar-se Cine Estrela, estes e outros fatos por si só contam um passado glorioso de Iguaraçu que queira DEUS, teremos o prazer de levar adiante esta estória do Cassiano da Silva, que gentilmente se prontificou em nos indicar as tradições do município.



Como mensagem para os jovens de hoje ele faz questão de dizer que devem estudar, senão ficam para trás. E questionado se fosse possível realizar alguma coisa para o beneficio do município, sem pensar muito diz que construiria mais creches. Assim, acontecem estórias e histórias não escritas que ficam na memória desses pioneiros e de tantas pessoas que viveram um tempo de luta, mas também de muita felicidade e paz.



Fonte: Jornal O Regional
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