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Um ar de saudosismo impera em Nova Esperança:

Pelo menos 40 agricultores no município de Nova Esperança, estão vivendo à sombra de um  passado glorioso. No ápice da produção do café, o município chegou a ter uma das maiores arrecadações per capita do país. Baseados  em pequenas propriedades (ver fotos) vê-se o café surgindo em áreas próximas da zona urbana, como o exemplo dado pelo agricultor Antonio Ailton Basso (Tuna Basso),  que há anos vem plantando café. Agora está testando a variedade fornecida pelo IAPAR , o IPR-107, árvore precoce, enxertada, resistente ao nematóide, resistente a ferrugem, tolerante a estiagem e de produtividade alta.


 


Se não há registros oficiais, dos cafezais, um indicativo dessa riqueza foi a existência de aeroporto na cidade, que recebia e de onde partiam aeronaves de agricultores. Até mesmo linhas aéreas regulares chegaram a operar no local.



Maquinas  de grande porte para beneficiamento de café na cidade pelos menos doze, agências bancárias 12 na área da cultura um cinema com capacidade para acomodar 1.200 pessoas sentadas. Este quadro registrado entre 1951 à 1970 e com a chegada de dois fatores que foram as geadas e a doença da broca, acabam-se os cafezais e o êxodo rural acabou  fracassando  as atividades no comercio local, por vários e longos anos, até a chegada do cultivo das amoreiras para a criação do bicho da seda uma atividade que deu novo arranque ao município e conseqüentemente alavancando o comércio. “Isso aqui era um movimento tremendo, gente que chegava com montes de dinheiro e distribuía pelo comércio. Hoje a cidade até que tem se desenvolvido, mas nada que se compare à época do café”, relembra o atual prefeito Moacir Olivatti, família que como tantas se dedicaram ao café.



Mas o município não ficou parado no tempo graças a um grupo de produtores jovens e pioneiros que viveram o grande movimento provocado pela produção cafeeira e hoje timidamente estão repovoando suas terras no plantio de café. Não tão rápido  quanto a sua formação e ritmo inicial de crescimento demográfico foi o processo de transformação ocorrido na região desde 1951.



Mas baseados  em pequenas propriedades (ver fotos) vê-se o café surgindo em áreas próximas da zona urbana, como o exemplo dado pelo agricultor Antonio Ailton Basso (Tuna Basso ),  que há anos vem plantando café. Testou diversas variedades, e há um ano vem tendo nova experiência com a variedade IPR-107, em sua Chácara na Estrada Paracatu, sentido Atalaia. Tuna Bsso atualmente é secretário municipal de infraestrutura de Nova Esperança e diz que o pesquisador do IAPAR (Londrina) criou esta variedade IPR-107, precose, enxertada, resistente ao nematóide, resistente a ferrugem, tolerante a estiagem e de produtividade alta. Com estes  fatores conjunturais novos  se apresentando em relação à cafeicultura associando-se a fatores com agricultores que gostam da cafeicultura aliado aos bons preços que o mercado vem oferecendo, hoje nota-se que da crise ao arrojo produtivo  e que hoje nas pequenas propriedades o café vem surgindo aos poucos podemos num tempo não muito distante voltar a ser o Eldorado do Café. 



Assim, passado e presente parecem caminhar lado a lado em Nova Esperança. Município com cerca de 30 mil habitantes mantém um saudosismo no ar. Entre moradores mais antigos, são comuns as recordações das décadas de 1950, 60 e 70, ápice da produção de café no estado, quando o município teve uma economia das mais pujantes e foi cotado para ser um dos pólos de desenvolvimento da região. Assim a história de Nova Esperança pode voltar a  ilustrar o processo de formação de cafezais onde dezenas de cidades se desenvolveram a partir da economia cafeeira.



Fonte: Jornal O Regional
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