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Uma Cruz, Uma História e Uma Estrada:

Cada um traz dentro de si; a Fé, simbolizada, no correr do tempo, pelos oratórios, capelas, igrejas e lugares de oração. Inicialmente, porém, a invocação ao Criador, a Céu aberto; ou, ainda, sob a copa frondosa de uma árvore protetora ao encontro do Deus Único. Hoje se vê a Céu aberto, cruzes e oratórios  rústicos na beira das estradas servindo de ponto de partida para busca de histórias de vida e resgate de memórias.



Contar com a espontaneidade de cada um, impossível, mas o que podemos dizer é que  são obras rústicas muitas vezes, alegres, isoladas pelas estradas, nos cumes, escondidos nas encostas, nas brenhas, aos poucos dezenas, hoje centenas, além, de monumentos atestando a esperança que acompanha o peregrinar do ser humano em sua jornada terrena. Pequenas embora, as grutas, os oratórios, quaisquer pontos para reflexão, transbordam de nosso íntimo a eternidade da vida, colorindo, sem ilusões, sua grandeza infinita. São Templos marcando a presença sempre presente de quantos, contritos, elevam ali, seu pensamento, sua fé no retorno ao seio do Criador do Universo. 



Todos os finais de anos, o interior recebe pela primeira vez turistas de vários cantos do Brasil  a fim de passarem as festas e observam pelas  estradas,  cruzes em casinhas minúsculas e que em muitos casos, a curiosidade aguça: o que seria aquilo? Prontamente vem a resposta: “são as Cruzes de Estrada, pequenas homenagens dos familiares ou amigos e representam as pessoas que naquele local morreram em acidentes ou assassinadas”.



São pequenas e tradicionais cruzes, muitas vezes em madeira crua ou pintada, sustentadas por um amontoado de pedras, ou são presas a um bloco de concreto, outras vezes ficam dentro de um oratório de cimento ou taipa.



Algumas com flores outras abandonadas no meio do mato seco. Elas são levantadas pelo autor arrependido do crime, pelos familiares do morto ou erigidas por algum devoto que alcançou uma graça solicitada aos céus, aos pés da cruz e em pagamento ele constrói uma mais merecedora.



Muitas vezes as cruzes são recheadas de mistérios  que as tornam num boca a boca um lugar sagrado que pode operar milagres. Quem passa por elas, em respeito, tira o chapéu, se benze ou faz uma pequena oração. Em algumas delas os devotos depositam ex-votos, figuras esculpidas em madeira ou cera, geralmente representando partes do corpo, como testemunho público de gratidão, para pagamento de promessa ou em agradecimento a uma graça alcançada. Uma novidade o importante sentido desta rica manifestação popular, cada pequeno templo daquele, carrega uma história de dor e de perda, eternizado ali, disponibilizado a quem quiser prestar sua homenagem, aquela pequena cruz, por vezes abandonada no meio do mato, nos mostra, a cada Km, que devemos olhar cada vez mais pra o ser humano que morre por um assassinato ou uma desatenção deste outro ser humano, que conduz uma máquina de ferro assassina sem responsabilidade, sem respeito ao outro.



Os milhares de motoristas que por ali passam, lembram a cada pequena cruz daqueles que ali encerraram de forma cruel as suas vidas. Esta é a intenção destas pequenas manifestações de fé popular. Fica no “imaginário” se nas grandes metrópoles  tivessem  a mesma tradição, as  estradas seriam cercadas de túmulos coloridos muito juntos, enfeitados de flores, como uma sinalização de trânsito celeste. Talvez nossa consciência se tornasse um pouco mais “humana” evitando a violência e tirar este visual  dolorido nas estradas brasileiras.



Fonte: Jornal O Regional
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