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Audiência Pública em Cruzeiro do Sul debate Segurança Pública local :

Com o tema: Cruzeiro do Sul, unida por uma segurança pública solidária, compartilhada e para todos, o município de Cruzeiro do Sul realizou audiência pública para debater, com autoridades e sociedade civil organizada, assuntos relacionados à segurança pública.



O evento aconteceu no Auditório Vereador Raul Mulon, na segunda-feira, 13 de novembro. A audiência pública teve origem no pedido de lideranças de todos os segmentos sociais do município, organizadas num grupo de watsapp denominado SOS, que em data de 23 de outubro estiveram na Câmara Municipal para solicitar intervenção daquela Casa de Leis, no sentido de viabilizar um amplo debate com as autoridades do Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, além da Promotoria Pública, Comandos da Polícia Militar e Civil.
O espaço ficou totalmente tomado por cidadãs e cidadãos cruzeirenses-do-sul. Estiveram presentes ao ato mais de 340 pessoas, todas elas preocupadas e ansiosas por uma ação de combate à onda de furtos e roubos a residências e propriedades rurais a que ficaram sujeitos, nos últimos sessenta dias.


 


Constituíam a Mesa de trabalho as autoridades: Ademir Mulon, Prefeito, Milton Aparecido Andrade da Fonseca - Presidente da Câmara Municipal; Danielle Marie de Farias Serigati Varasquim - Juíza da Comarca de Paranacity; Guilherme Franchi da Silva Santos - Promotor de Justiça da Comarca; Juliano de Jesus Tamos - Delegado Regional da Comarca de Paranacity; Capitão Ricardo Antonio Braz - Comandante da 3ª Cia da Polícia Militar, com sede em Nova Esperança, também representando, na Audiência Pública, o Major Ademar Carlos Paschoal - Comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Paranavaí e o Sargento Jonantan Rosa da Silva - Comandante do 2º Pelotão da Polícia Militar, com sede na Comarca de Paranacity. Todas as autoridades que compuseram a Mesa de Trabalho usaram da palavra para manifestarem suas opiniões acerca do problema da falta de segurança. 


 


O Prefeito, Ademir Mulon, deu as boas vindas e parabenizou a todos os presentes ao evento. Lembrou que o problema da Segurança Pública era uma preocupação em todos os recantos do país. No entanto, era papel de cada município buscar soluções para as questões que o afligissem e a presença de tantas pessoas na Audiência Pública sobre o assunto era uma prova da conscientização de todos na busca coletiva para os anseios maiores da sociedade. Enfatizou que, apesar de tantas dificuldades pelas quais passam os municípios brasileiros e, Cruzeiro do Sul não era diferente, sempre estivera administrando, junto com toda sua equipe, para oferecer melhores condições para todos os munícipes que representava. Para o prefeito, com recursos próprios fizera toda reforma da Delegacia local, conquistara viatura, mas a questão era muito ampla. Logo, a importância da audiência pública.


 


O Presidente da Câmara Municipal, vereador Milton Aparecido Andrade da Fonseca, que saudou a todos e parabenizou a efetiva participação dos segmentos da sociedade cruzeirense-do-sul, presentes ao evento. Fez questão de frisar que a Audiência Pública tivera sua origem na participação do Grupo SOS, constituído de pessoas de todos os segmentos sociais do município que estiveram na Câmara de Vereadores na data de 23 de outubro, oportunidade em que abrira lacuna para que pudessem apresentar suas apreensões e clamaram por uma intercessão do Poder Legislativo Municipal, para que pudessem reunir as autoridades de todas as esferas e buscar respostas para a questão da segurança que tanto os afligia. Dirigiu-se às autoridades e disse que na platéia estavam presentes comerciantes, empresários, agricultores, trabalhadores do setor público e privado, chefes de família, autoridades eclesiásticas que nos últimos dois meses, viviam sob o auspício do medo e da insegurança, inclusive muitos deles vítimas de furtos e roubos, sacrifício de seus trabalhos. Definiu que não era normal que o Município, com menos de cinco mil habitantes, apresentasse o nível de furtos e roubos. Para isso, tinha certeza de que ao final da Audiência Pública, teriam um plano com vistas a resgatar a confiança da população quanto à segurança que almejavam.


 


A juíza da comarca, Danielle Marie de Farias Serigati Varasquim, também parabenizou a participação da comunidade ao evento. Esclareceu que conversara com o Presidente da Câmara e que propusera a efetiva estruturação do Conselho Municipal de Segurança, no Município, uma vez que este seria o elo entre a comunidade e as autoridades constituídas. Quanto à questão de combate aos meliantes era preciso que a sociedade fizesse sua parte e denunciasse quando ficasse sabendo de algum ilícito. Ficava difícil para o Delegado, Promotor e Polícia agirem sem que alguém fizesse denúncias. Mencionou o 181 que pode ser usado sem nenhum receio, uma vez que a identidade do denunciante é mantida em sigilo. Foi categórica ao afirmar que à frente do Poder Judiciário da Comarca sempre agia para que malfeitores fossem penalizados por seus crimes, mas nada podia fazer se não se cumprisse a tramitação legal: registro de BO, denúncia e manifestação da promotoria.


 


O Promotor de Justiça, Guilherme Franchi dos Santos Silva, saudou a todos e disse que nunca participara de uma Audiência Pública com a presença de tantas pessoas. Por isso, parabenizava a comunidade pela brilhante participação. Falou que, enquanto promotor nunca deixara de cumprir com sua obrigação. Inclusive se recebesse qualquer denúncia de furto, roubo, extorsão, corrupção deixava tudo que estivesse fazendo e iria averiguar e punir se preciso fosse. Disse que sempre saí com policiais para fazerem investigação e muitas vezes encontram bandidos foragidos que deveriam estar na cadeia. Criticou a estrutura da cadeia da comarca que abriga 50 presos, num espaço para 20 ou um pouco mais de presos. Foi enfático ao informar que muitas vezes deixava de fazer seu trabalho para atender mulheres que eram espancadas por seus maridos por esses ficarem em bares até altas horas e chegarem em casa agredindo suas esposas. Beber não é nenhum crime, no entanto muitos extrapolam os limites. Logo, uma alternativa seria a Lei Seca que determinasse horário de funcionamento desses comércios. Que os vereadores poderiam estar levando isso para suas reuniões. Ratificou que não tinha como as autoridades agirem se a população não participasse, denunciando, registrando Boletins de Ocorrência, enfim se isso não ocorre não há muito o que fazer. Apesar do trabalho de cinco municípios, deixou o seu gabinete à disposição da comunidade.


 


O Delegado Regional da Polícia Civil, Juliano de Jesus Tamos, saudou a todos os presentes, autoridades e platéia, ratificando a fala do Promotor de Justiça, sobre as dificuldades do trabalho da polícia civil, em virtude das funções que precisam desempenhar e que deveriam ser executadas por agentes. Corroborou no sentido de que todo procedimento criminal tem início com o Registro do Boletim de Ocorrência e que muitas vezes as vítimas não o fazem. Afirmou que tem uma estrita relação com todas as autoridades da comarca e que sempre esta à disposição para quaisquer necessidades do seu trabalho e da sua equipe, não obstante muitas vezes ser preciso priorizar ações que não eram inerentes à função da Polícia Civil. Colocou-se à disposição de todos, manifestando sua admiração pela significativa participação de todos.


 


O Comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar, com sede em Nova Esperança, Capitão Ricardo Antonio Braz, que também representava o Major Ademar Carlos Paschoal, Comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Paranavaí saudou a todos os presentes e parabenizou a participação da comunidade que lotava o Auditório Vereador Raul Mulon e, muitos por falta de espaço interno, acompanhavam do espaço externo do mesmo. Apresentou estatísticas de que os roubos havia diminuído, no âmbito do Município de Cruzeiro do Sul para espanto dos presentes. No entanto, explicou que havia diferença entre roubo e furto. O que aumentara foram os furtos. Fez uma explanação acerca da questão da falta de contingente, lembrando que no 8º Batalhão já foram destacado 500 policiais para atender a região da AMUNPAR, no entanto atualmente contam com pouco mais de 200 policiais. Foi categórico ao afirmar que, apesar de toda essa dificuldade, a Polícia Militar nunca deixara de cumprir sua missão em todos os Municípios de sua jurisdição. Ratificou falas anteriores, de que era preciso as pessoas não se intimidarem em registrar os Boletins de Ocorrência; denunciar ao saber de delitos. É preciso ter firmeza e denunciar, pois assim facilita o serviço da Polícia Militar. Ao ser questionado por alguém da platéia sobre ligar para a Polícia no 3463-1090 ou no 190 e não ser atendido, disse que muitas vezes, esses telefones, principalmente o 190, por mal serviço da operadora, caí em Cianorte, Cruzeiro do Oeste ou outra região. Explicou que quando do atendimento de uma ocorrência, a polícia não podia deixar um atendimento, sem concluir, para fazer outro, porém tinha certeza de que ao ser acionada ela viria. Lembrou que viaturas e policiais atendem, também, os Municípios de Inajá, Paranapoema e Jardim Olinda. Deixou o número de celular (44) 998558235 para que todos pudessem utilizá-lo numa emergência, salientando que esse número é de fácil acesso para todos. No caso de precisar deslocar viaturas ou policiais fará sem nenhuma dúvida. Questionado sobre a viatura que viera para Cruzeiro do Sul, porque não ficava em Cruzeiro do Sul, respondeu que ela ficava sim em Cruzeiro do Sul, a maior parte, no entanto não podia deixá-la o tempo todo porque atendia também ao Município de Paranacity. Falou que, em Nova Esperança, apesar de uma população maior, contava com apenas uma viatura, já que mandara outra para cá, para facilitar o atendimento aos 5 municípios da Comarca. Explanou sobre os malabarismos que precisava fazer para não deixar nenhum município sem atendimento policial, planejando revisões, consertos e substituições de viaturas. Para o comandante, as autoridades do Município, em especial o Poder Executivo, sempre cobrava ações da Polícia Militar ou aval em projetos dessa área para o Município e nunca deixara de atender. Colocou-se, pessoalmente, à disposição de todos, bem como com a estrutura do 2º Pelotão, sob o comando do Sargento Jonantan Rosa da Silva.


 


Representando a comunidade, a psicóloga Luciane Udenal Maestrello disse que estava um tanto decepcionada com tudo que ouvira, em função das dificuldades/empecilhos que foram postas por todas as autoridades. Apresentou as questões levantadas junto ao grupo SOS, que estava representando, os quais as queixas foram a dificuldade para fazer o Boletim de Ocorrência; Mudança Constante de Juiz e Promotor, na Comarca; Não Andamento das Ocorrências; Demora para Encaminhar os Processos para a Promotoria; Poucos Policiais; Falta de Policiamento Preventivo; Demora para Atender o Telefone para Solicitar a Polícia; Grande Número de Furtos em Residências Urbanas e Rurais, além de Gado e Assalto à Mão Armada e com Reféns; as solicitações primaram por mais presença da Viaturas e Policiais para atender o Município de Cruzeiro do Sul; Ações Policiais Preventivas; Maior Investigação nos Casos de Roubo a Residências e na Área Rural; Instalação de Câmeras em Pontos Estratégicos, pelo Poder Público Municipal; Investigação com Inteligência; Ronda Policial Noturna e maior Participação do Juiz, Promotor e Delegado de Polícia com a população. Questionou, ainda, como era o trabalho do investigador e nos casos de roubos quais são as conseqüências. O Promotor de Justiça, informou que não era uma realidade a troca de juízes e promotores, uma vez que a última promotora ficara por dois anos na Comarca e para ele, as transferências eram necessárias para que essas autoridades não criassem vínculos viciosos que levariam à estagnação do trabalho sob sua custódia. Quanto ao trabalho investigativo, o delegado de polícia respondeu que já fora dito nas falas das autoridades da comarca, quais as dificuldades para realizá-lo. Numa avaliação geral, o evento foi importante marco para a busca de uma efetiva ação compartilhada com vistas à solução dos problemas. O vereador Milton Aparecido Andrade da Fonseca, Presidente da Câmara, disse que estaria elaborando uma Ata da Audiência Pública para dar ciência às autoridades superiores acerca dos debates, mas que, por excelência, serviria pelas assinaturas coletadas, para a estruturação do Conselho Municipal de Segurança, no âmbito do Município, para o que contava com a participação das lideranças presentes.



Fonte: Jornal O Regional
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