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EXCLUSIVO: Entrevista com José Pesce, muita vitalidade e lucidez :

José Antonio Pesce, casado com a prima Dirce, com quem teve 3 filhos que lhe deram 5 netos. José atualmente com 87 anos, nasceu na cidade de Pirangí, no Estado de São Paulo, saiu de lá aos 3 anos de idade, quando mudou-se para Monte Azul Paulista-(SP). Há 65 anos veio para Imbiaçaba e há 34 mudou-se para a cidade de Santa Inês. “Viemos para o Paraná, para derrubar mato e plantar café, meu pai e um irmão dele vieram juntos, compraram 25 alqueires cada um, em pura mata”.



Para atravessar a primeira vez do Estado de São Paulo, quando trouxeram a mudança, o chamado batelão estava furado e tiveram que atravessar de barco em 12 pessoas, tremenda dificuldade, mas “vencemos” a travessia do Rio Paranapanema.



A mata era derrubada apenas com machado bom e trançadores. Nas derrubadas, José Pesce de memória muito apurada, lembra que atuavam em quatro pessoas, duas de um lado da árvore e duas do outro lado. Faziam a queimada dos troncos e as raízes serviram de adubo, para o plantio do café, que vinha a seguir. “Como era rica esta região, todos a colher o café, secar no terrerão, depositar na tulha, para depois vender e partir para os negócios”.



Poucas casas, mesmo assim, um povoado alegre, apesar das dificuldades para adquirir alimentos de primeira necessidades, como o sal, açúcar, existia um único fornecedor que esperava a colheita para receber; conseguir água potável, os poços tinham até 58 metros de profundidade. “Nossas terras eram ricas em Palmito nativo um dos atrativos que os pioneiros tanto interessavam”. Recorda com muita emoção dos tempos em que Santa Inês ganhou a alcunha de “Princesinha do Vale do Paranapanema”.



Era pequenininha, mas muito bonitinha, toda asfaltada e todos os domingos havia diversão, principalmente futebol; “Éramos uma verdadeira grande família”, conta com voz embargada de um tempo vivido que não volta mais. Nunca se enveredou para a política, mas seus olhos demonstram tristeza quando perguntado sobre um momento difícil em sua vida e ele fala que nunca teve problema de saúde muito sério, sempre fora atendido pelos dirigentes cada qual a seu tempo e que o município veio a perder o título da “Princesinha” porque a cidade cresceu e os problemas também acompanharam, mas os gestores não tiveram capacidade de dar a sustentação necessária ao progresso repentino.



“Hoje, além do crescimento urbano, temos ai vários investimentos às margens do Rio Paranapanema que veio a trazer riquezas e depende muito de “nós” moradores a união para voltarmos a ocupar um lugar de destaque como outrora”.



Fonte: Jornal O Regional
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