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Há mais de um ano sem ponte sobre o Rio Pirapó Municípios sofrem com o descaso das autoridades:

Há precisamente um ano e dois meses, a PONTE sobre o RIO PIRAPÓ que liga os municípios de Jardim Olinda e Itaguajé via térrea de um trecho municipal, “rodou” devido às fortes chuvas de janeiro do ano passado. A sua queda está gerando ansiedade ao usuário. Grande era o tráfego de pessoas e veículos, em especial aqueles responsáveis pelo transporte de alunos; pelo escoamento de safras agrícolas e das indústrias de cerâmica e madeira alocadas na região.



A tragédia provocada pela natureza mudou a rotina de todos que precisam dar uma volta demorada e cansativa num vai e vem com,40 quilômetros para irem à escola ou fazer uma simples compra nos comércios e instituições bancárias vizinhos.


 


A ponte, uma das mais antigas da região, já sofreu várias investidas de enchentes resistindo com a firmeza do carvalho que não se dobra facilmente. Passou por diversas reformas ao longo dos anos. Por isso, ninguém esperava que viesse a ruir, dada a sua boa estrutura.



No entanto, todos entendem que acidentes de percurso acontecem e, infelizmente, o símbolo da resistência sobre o Rio Pirapó desabou comprometendo sobremaneira o transporte, em especial entre as co-irmãs Jardim Olinda e Itaguajé; além dos deslocamentos para o Estado de São Paulo.



A situação de calamidade provocada pelo desabamento da ponte preocupa os atuais gestores municipais que buscam parceria para solução do problema, junto ao Governo Estadual. As administrações públicas têm sofrido com a queda de arrecadação. Os novos gestores herdaram dívidas que precisam ser cumpridas, dificultando e atrasando novos planejamentos. A obra é impossível de ser executada pelos municípios atingidos dados os custos de sua execução.



Os atuais gestores Lucimar (Prefeita de Jardim Olinda) e Juninho (Prefeito de Itaguajé) têm compartilhado discussões no intuito de se resolver a questão que se arrasta por mais de um ano. Entretanto a conclusão a que chegam é a de que não há como executar uma obra da magnitude que uma nova ponte requer, em virtude das dificuldades financeiras.



Em audiência no DER- Departamento de Estradas de Rodagem, a Prefeita Lucimar esteve assessorada pela equipe da Deputada Estadual Maria Victória, oportunidade quando apresentou projeto de reconstrução. Segundo a prefeita Lucimar, a oferta de combustível e outros serviços simples como a entrega de produtos de panificadoras estão afetados. “Em outros locais, a queda de uma ponte pode significar apenas interromper uma passagem, mas para Jardim Olinda representa tudo.



O nosso município está quase ilhado. Neste momento, a empresa de ônibus parou de operar e o setor de turismo está praticamente parado”.desabafou. O Prefeito Juninho de Itaguajé, esteve também no DER reforçando o pedido da colega prefeita e propôs a inclusão de pavimentação do trecho itaguajeense de 1,5 Km, interligando à PR-542 rodovia interestadual que liga com a SP-613, às magens do Rio Paranapanema.



Empresários prejudicados em suas atividades no escoamento de produção, estão se manifestando pela insatisfação de recolherem tantos impostos, gerar empregos e nenhuma intercessão do Poder Público para solucionar o problema. As atividades econômicas caíram no ano passado ante a queda da ponte, informa o setor jurídico da prefeitura de Jardim Olinda que recebeu vários ofícios da iniciativa privada que confirmam a perspectiva negativa na economia local.


 


 


Empreendedores se manifestam sobre o caso da ponte no Rio Pirapó


 


Afrânio Coimbra e o pai Milton Pepece  inauguraram  nova atividade em Itaguajé , na PR-542, em atividade o  Auto Posto Tucunaré. Milton que detêm várias atividades, para ele, não se pode admitir o descaso dos governos quando deixam uma região produtora, sem seu principal meio de escoamento de produção.  O descaso já registrou fortes prejuízos para todos, além de possíveis encerramentos de atividades. “Empregamos funcionários de Jardim Olinda nossa cidade co-irmã. Vejo as dificuldades das pessoas para se deslocarem até o trabalho”.desabafou Afrânio que trabalha junto com a esposa Silvia.


 


Rubem Coimbra Amorim,  empresário comercial no segmento de moveis e eletro domésticos em Itaguajé.  Iniciou suas atividades no setor agropecuário e depois comércio de  materiais para construção. Sua trajetória permite-lhe auto-denominar  conhecedor do que seria melhor para a região. Disse estar desmotivado para novos investimentos, dada a queda nas vendas. Foi veemente ao afirmar que está sentindo  empresários dos segmentos produtivos: comerciais, industriais, prestadores de serviços e agropecuários das cidades da região sofrerem prejuízos significativos com a falta da ponte, logo deveria ter caráter de urgência a sua reconstrução.


 


José Guirado Soares, empresário cerâmico, desde que o sogro faleceu assumiu a condução da olaria que fica praticamente dentro do perímetro urbano de Jardim Olinda, falou que a queda da ponte o prejudicou muito porque 80% da sua produção é  fornecida para o Estado de São Paulo. Com o acréscimo da distância para o transporte da mercadoria, acarretou mais despesas, além de maior tempo para as entregas.


 


Uarleitilma Souza da Silva, proprietária do Supermercado Pag Pouco em Jardim Olinda, garante que seu prejuízo é muito grande. Muitos de seus clientes de assentados do Estado de São Paulo deixaram de comprar e a diminuição do movimento de veículos de carga que trafegavam diminuiu muito e desabafa: “Já é visível a desvalorização significativa de imóveis no município”. 


 


Marcos Fernandes Segura, gerente da empresa Cerâmica Jardim foi categórico ao afirmar que  dos 70% de seus clientes são do Estado de São Paulo, e já perdeu 5 bons clientes por conta da ausência da ponte. Alerta  no entanto que as despesas com o escoamento da soja produzida na região oeste do Estado de São Paulo, entregue no entreposto da Cocamar em Paranapoema ficou mais difícil. 


 


Romiro Francisquini, da Mademax Forest, enfatizou que desde que iniciou as atividades, 25% de clientes é do Estado de São Paulo que sentem muito a ausência da ponte, pelo encarecimento no frete. Foi convincente em afirmar que Jardim Olinda praticamente parou, mas que não pretende interromper suas atividades, até porque é uma empresa em expansão, atuando desde 2012 no mercado e emprega 52 funcionários fixos, na sede. Romiro destaca, que as mudas do eucalipto ali utilizada são produzidas no Estado de São Paulo e esta encontrando dificuldades para o transporte, já que elevou o custo do frete. 


 


Francisco Ubaldo de Oliveira Júnior,(Tutinha) comerciante de confecções, tecidos e armarinhos, em Itaguajé , contabiliza grande prejuízo pelo fato de ter adquirido um terreno no Condomínio Navegantes, no Município de Jardim Olinda, ficou oneroso o transporte.  Lembrou Tutinha seus investimentos numa nova atividade em Itaguajé, a Performance Academia que contava com um número expressivo de clientes de Jardim Olinda.  



Fonte: Jornal O Regional
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